Reunido a 4 de novembro de 2022, e levando em consideração propostas de figuras notáveis em vários domínios do saber e da criatividade (alguns dos quais já contemplados em anos transatos), o júri do Prémio Árvore da Vida / Padre Manuel Antunes decidiu por unanimidade atribuir a sua 18ª edição a Manuel Braga da Cruz, distinguindo as altas qualidades do seu marcante trajeto intelectual e do seu testemunho convicto de humanismo cristão.
Os membros do júri – presidido por D. João Lavrador e composto por Carlos Magno, Guilherme d’Oliveira Martins, José Carlos Seabra Pereira, P. José Frazão Correia, SJ e Maria Teresa Dias Furtado – destacaram que, com pensamento estruturado desde a inicial formação em Filosofia, Manuel Braga da Cruz conjugou de forma exemplar a liberdade de espírito com a coerência de princípios na carreira universitária como brilhante investigador e professor (desde o Instituto de Ciências Sociais até à Universidade Católica Portuguesa, de que foi Reitor entre 2000 e 2012) e na constante intervenção no espaço público como conferencista e articulista de referência.
O júri teve assim presente o excelente trabalho de pesquisa e reflexão realizado por Manuel Braga da Cruz nas áreas conexas da Sociologia e da Ciência Política, bem como nos estudos de História sobre Raízes do Presente e Retratos Contemporâneos, particularmente sobre os antecedentes e o devir do Estado Novo e as relações entre Igreja e Estado nesse período – trazendo a lume obras fundamentais como Teorias Sociológicas ou Instituições Políticas e Processos Sociais, como Política Comparada ou Sistemas Eleitorais – o debate científico, como Transições Históricas e Reformas Políticas em Portugal ou A Globalização, Portugal e a Europa, como O Sistema Político Português ou Os Católicos, a Sociedade e o Estado, como Monárquicos e Republicanos no Estado Novo ou O Estado Novo e a Igreja Católica, etc.
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
Imagem: Manuel Braga da Cruz | SNPC
Publicado em 07.07.2025







